A Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, é um exemplo vivo de como espaços públicos podem ser apropriados por diferentes grupos sociais ao longo do tempo. Kevin, 24 anos, praticante de BMX, representa uma geração que ressignificou o uso da praça: se antes esses espaços eram frequentados na infância para brincar em playgrounds, hoje funcionam como pontos de encontro organizados em torno de práticas esportivas e culturais urbanas.
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João Moura
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26/06/2026

Por João Moura e Natalia Matvyenko

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Documentário acompanha de perto o cotidiano das Cozinhas Solidárias do MTST — os fogões que não apagam, as mãos que cozinham, as histórias que se sentam à mesa. Mais do que registrar números e conquistas, ele busca mostrar o que está por trás de cada refeição servida: a articulação entre o campo e a cidade, a parceria com o MST que faz o arroz e o feijão dos assentamentos chegarem até a periferia urbana, e a rede de voluntárias que sustenta, dia após dia, uma resposta coletiva à fome que o Estado ainda não foi capaz de resolver sozinho. É um retrato da solidariedade como prática concreta e da comida como forma de resistência.
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Chloé Dana e Leticia Falaschi
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25/06/2026

 

Por Chloé Dana e Leticia Falaschi

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A Trupe de Teatro Sem-Teto do MTST apresentou a peça "Capitães Sem-Teto: se essa rua fosse nossa", no final de 2025. A escolha da obra base, o clássico "Capitães da Areia" de Jorge Amado, partiu da identificação direta do movimento com os temas de marginalidade e invisibilidade social. No entanto, o grupo promoveu adaptações profundas para que os integrantes do MTST fossem representados no palco: o cenário deixou o trapiche baiano para ganhar a identidade de um escadão de "quebrada". O documentário busca se aprofundar na montagem e no processo de adaptação da peça.
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Julia Naspolini e Cecilia Leite
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25/06/2026

Por Cecília Leite e Julia Naspolini

 

 

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No coração da Vila Madalena, em São Paulo, existe um supermercado que vende alimentos orgânicos pelo preço de custo, sem margem de lucro, sem intermediário. O Instituto Chão conecta mais de 550 agricultores familiares diretamente ao consumidor e se sustenta, há mais de uma década, pela contribuição voluntária de quem compra. Neste mini documentário, investigamos a engrenagem financeira e social por trás desse modelo: como ele funciona, quem ele beneficia e o que ele diz sobre outras formas possíveis de produzir, trabalhar e consumir.
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Anna Cândida Xavier, Juliana Bertini e Maria Eduarda Cepeda
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24/06/2026

 

Por: Anna Cândida Xavier, Juliana Bertini e Maria Eduarda Cepeda.

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Nascida na garagem de uma casa em Perus, a Comunidade Cultural Quilombaque se transformou em um dos principais espaços de cultura, memória e resistência da periferia paulistana. Entre tambores, hortas, oficinas e mobilizações populares, este documentário acompanha a trajetória de pessoas que fizeram da arte uma ferramenta de transformação social. Mais do que um centro cultural, a Quilombaque é um lugar onde sonhos coletivos se tornam realidade e onde a luta pelo território, pelo meio ambiente e pela dignidade se entrelaçam com a história de uma comunidade que resiste há mais de duas décadas.
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Wildner Felix e Luis Henrique Oliveira
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23/06/2026

Por Wildner Felix e Luis Henrique Oliveira

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Saneamento básico e pouca infraestrutura são um problema ainda contínuo para a cidade do interior de São Paulo
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Anna da Matta
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29/06/2022

Por Anna Beatriz Barreto da Matta

As cidades do interior de São Paulo ainda sofrem com a falta de investimento, infraestrutura e de saneamento básico. Todos os dias, os moradores de Araçariguama enfrentam problemas e prejuízos causados pela negligência da prefeitura para com a cidade. O dia-a-dia e a rotina dessas pessoas são continuamente prejudicadas devido a tantas faltas.

 

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Thiago Castro, militante do PSOL, conta, sob sua perspectiva, os acontecimentos que viveu e que envolveram o golpe contra a ex-presidente Dilma Roussef.
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Lucas Martins
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23/06/2022

Por Lucas Martins Alves de Oliveira

Em entrevista, Thiago Castro, militante do PSOL, filho de Clóves de Castro, fundador da Aliança Libertadora Nacional, conta, sob sua perspectiva, os fatos que antecederam e sucederam o golpe contra a ex-presidente Dilma Roussef.

 

 

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Em busca de uma vida melhor e fugidos da Guerra do Vietnã, Paulo Lam e sua família chegaram ao Brasil carregados de esperança para recomeçar
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Isabella Pugliese Vellani
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16/06/2022

Por Isabella Pugliese Vellani

Em junho de 2022, a foto que virou símbolo dos horrores da Guerra do Vietnã completou 50 anos. Em junho de 1972, o fotógrafo Nick Ut estava do lado de fora da aldeia de Trang Bang, quando a região foi bombardeada com napalm - uma substância altamente inflamável. O profissional, se virando para a estrada, viu um grupo de moradores fugindo do ataque. Entre eles, estava a jovem Kim Phuc Phan Thi, que corria nua e que gritava desesperadamente “Nóng quá, nóng quá” (muito quente, muito quente). Após tirar a foto, ele e seu colega de trabalho socorreram a menina com água.

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Foto que ficou marcada como símbolo da Guerra do Vietnã (Imagem: Domínio Público)

O conflito marcou a história e fez com que diversos vietnamitas, ainda durante a guerra, buscassem uma nova oportunidade de reconstruir suas vidas em novos países. Essa é a história de Paulo Lam, imigrante vindo do Vietnã: quando era apenas um garoto de 4 anos de idade, sua família decidiu se lançar ao mar, sem rumo, mas determinados a vencer. No Brasil, puderam se sentir novamente em casa! 

 

 

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Uma breve história de uma mãe de pet que enfrentou um inesperado processo de adoção
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Manuela Troccoli
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17/06/2022

Por Manuela Troccoli

A cadela Laka, princesa da família, corre rapidamente pela sala ao ver que sua mãe chegou em casa. Para muitos, o que se imagina é que outra cadela quem entra pela porta; entretanto, quem chega de mansinho com um novo brinquedo em mãos é uma menina loira de um metro e sessenta, que decidiu apadrinhar a cachorra em 2018. Ana Clara Salles, a menina em questão, sempre sonhou em ter um cachorro para chamar de seu, mas sua família nunca foi muito a favor da ideia e sempre tentaram arranjar jeitos de resolver o desejo da menina: “meus pais já me deram de tudo” - afirma Ana. “Gato, tartaruga, passarinhos e até já ganhei um aquário lotado de pequenos peixinhos dourados. Mas nada matava minha vontade de ter um cachorro para chamar de meu”, conta. Entre os anos de 2018 e 2019 muitas mudanças familiares e estruturais aconteceram em sua família, o que a levava cada dia mais a pensar que talvez um dia, seu sonho viraria realidade. E foi o que aconteceu, no final de 2019, sua mãe a puxou para uma conversa e disse que agora, no apartamento novo, caberia um novo pet.

Rapidamente Ana já começou a procurar algum canil de confiança no qual ela conseguisse comprar a espécie ideal, e que ainda, não fosse de pelos longos para não atacar a alergia de seu irmão mais velho, João Pedro. Com tudo decidido, o cachorrinho já estava separado para ela no canil, aguardando o dia do pagamento. Porém, alguns dias antes, algo curioso aconteceu: Ana Clara se deparou com um vídeo em seu Instagram de uma pequena cadelinha branca de pelagem curta para adoção, vira-lata e com olhinhos pretos penetrantes. “Foi amor à primeira vista, eu me apaixonei por ela na hora. Queria ela para mim, o mais rápido possível. Entrei em contato com a pessoa que estava oferecendo lar temporário para o pet e disse que a queria para mim, expliquei para minha mãe e fomos juntas na ideia”. Em seu relato, Ana ainda acrescenta que o processo de adoção foi muito simples e tranquilo. Além disso, com toda sua experiência junto a Laka, se tornou uma grande apoiadora das adoções: “Eu tenho me tornado cada dia mais contra a venda de animais - são vidas, não devem ser comercializadas. Se você pesquisar mais a fundo, perceberá como essas empresas trabalham com aberrações genéticas; são espécies feitas em laboratórios para serem fofas e vendidas por preços estratosféricos”. “Existem muitos cachorros na rua em condições desprezíveis, precisando de lar, amor e carinho. Eu considero um absurdo financiar a compra de pets; um cachorro é como se fosse um filho, e não se escolhe o filho que tem apenas pelo fato de ser “bonitinho”. Você apenas dá todo o amor que você tem”.

 

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Muitos sentem a pressão psicológica e crise de ansiedade para entrar em uma universidade.
por
Leonardo Cavazana Nunez
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09/06/2022

Por Leonardo Nunez

A rotina pesada de estudos e o medo de não entrar na faculdade podem causar diversos problemas mentais e até físico na vida de um estudante. A pressão vivida diariamente atinge os jovens de todo o Brasil, que sofrem o desespero das incertezas de começar a graduação e muitos lidam com a cobrança dentro da própria casa.

Fonte: Acervo pessoal, Ruan Bintencourt Ramos 

Fonte: Acervo pessoal, Ruan Bittencour Ramos

 

Entre esses estudantes está Ruan Bitencourt Ramos, 20 anos, morador de São Paulo, estudante de um cursinho pré-vestibular na região de Santana. Ele relata sua caminhada de estudos e o que pretende seguir como carreira. O jovem está em seu segundo ano de cursinho, e, até o momento, segundo afirma pretende cursar Psicologia. Ele escolheu essa graduação por dar várias possibilidades de atuar em um mercado que vem crescendo. E ainda completa contando seus objetivos de passar em uma universidade pública que possibilite alcançar seus desejos pessoais e profissionais.

O jovem conta como foi a transição da escola para o cursinho, um choque que muitos enfrentam no Brasil diariamente, a pressão para saber seus futuros assustam muitos e não foi diferente para Ramos por ser uma mudança complexa e multifacetada. Sua rotina mudou, seus ambientes mudaram, as pessoas que antes conviviam com ele há mais tempo que sua própria família. Foi cada um para seu canto. Seu novo ciclo exige uma maturidade antes só imaginada, e o aprendizado não é questão de escolha, mas sim de necessidade. Hoje, suas expectativas para os vestibulares estão mais tranquilas do que no passado, mesmo ainda carregando algumas dificuldades, principalmente na área de Exatas. Um dia de cada vez ele estuda as obras obrigatórias respeitando suas responsabilidades.

Segundo pesquisa feita em 2020 pela empresa de treinamento CMOV revela que 80% dos universitários brasileiros não sabem o que fazer profissionalmente. Ainda foram entrevistados 2000 jovens, que também não têm ideia de como se capacitar para o mercado de trabalho. Esse número mostra um padrão preocupante dentro da sociedade brasileira. E é dentro desta estatística que Ruan diz tentar encontrar algum equilíbrio. Suas provas só começam daqui 5 meses, e sua rotina e calendário organizado o ajudam.

Suas relações sofreram mudança nesse período tendo que aprender que em alguma hora da vida é preciso focar mais em objetivos do que nas relações interpessoais. Ter amigos que entendem que você precisa de um tempo para se dedicar a você é essencial,  nem todos entenderão e Ruan carrega a responsabilidade de decidir pelos outros como eles irão reagir a mudanças. Seus pais se preocupam com seu futuro e, apesar das expectativas criadas, se importam com sua felicidade.

O estudante lida com a pressão colocando o tempo pessoal como responsabilidade também. Além de estudar pelo menos 4 horas por dia, ele coloca no cronograma um tempo para lazer, diversão, para sair com as pessoas que fazem bem, passar um tempo com sua família, ler, ouvir música, meditar. Seu acompanhamento psicológico ajuda bastante a lidar com as frustrações inevitáveis do dia a dia. A pressão é inevitável e faz parte do ritual de uma importante fase da vida.

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