São Paulo, 20/09/2022 - Os motoristas do aplicativo de viagens Uber têm sofrido com o aumento da precarização do trabalho pela plataforma nos últimos meses. Com a elevação da tarifa sobre o valor das corridas e a redução dos direitos, os trabalhadores se veem desamparados pelo do aplicativo.
A falha da Uber em oferecer condições de trabalho dignas a seus associados não é novidade. Em março deste ano, por exemplo, a empresa constava na lista de aplicativos que não provêm boas condições laborativas, ao lado de outras plataformas conhecidas por ofertarem trabalho semelhante, num movimento chamado de “uberização do trabalho”. São elas: iFood, 99, Get Ninjas, Rappi e Uber Eats, ramo da companhia voltado para o delivery de comida. O estudo foi elaborado pelo Oxford Internet Institute em parceria com WZB Berlin Social Science Centre, e foi denominado “Fairwork Brasil 2021”.
No mesmo mês, a plataforma anunciou um reajuste de 6,5% na taxa a ser retida nas corridas e, com o aumento constante no preço dos combustíveis, para muitos motoristas, o trabalho – que já era precário – passou a não compensar mais.
Perguntado sobre as condições para trabalhar oferecidas pela empresa, Marcello Del Vecchio, estudante de geografia na Universidade de São Paulo (USP), metalúrgico e motorista da Uber aos finais de semana, dispara: “Então, ‘mano’, não é o justo, ‘tá ligado’? Pelo menos não era o justo antes da pandemia. Também teve toda essa alta do combustível, e aí muitas pessoas foram deixando de fazer, e eles foram ‘obrigados’ a aumentar a tarifa. E também não tem nenhuma garantia de acidente, roubo… O Uber nada mais é do que um aplicativo de recepção de chamadas”. “A empresa pega um ‘tecão’ de mais de 25% pra ela e você que se vire”, afirma.
No entanto, devido à atual conjuntura econômica do país, marcado por 11,3 milhões de desempregados e um aumento histórico no número de trabalhadores na informalidade, isto é, aderindo à chamada “pejotização” ou à onda forçada dos MEIs (microempreendedores individuais), Marcello confessa ainda ser necessário se submeter às corridas exaustivas e mal-remuneradas para complementar a renda mensal.
“A Uber nesse momento é o que me salva, ‘tá ligado’? É uma graninha que entra, já dependi muito da Uber para pagar as minhas coisas, pagar meu carrinho...”, explica.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 38,7 milhões de trabalhadores sem carteira, alcançando uma taxa de informalidade de 40,1%.
Em dezembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL) 1665/2020 que garantia seguro contra acidentes e afastamento por infecção pela covid-19 a entregadores de aplicativos como iFood, Loggi, Rappi e Uber Eats, ou seja, plataformas de entregas. O aplicativo de viagens, porém, não foi incluído no projeto. Apesar do aparente avanço, a proposta não configurava vínculo empregatício entre o autônomo e a plataforma, e foi pensada para durar apenas até o fim da pandemia no país, decretado em maio deste ano pelo Ministério da Saúde.
Cinco vice-governadores assumiram o governo de São Paulo nos últimos seis mandatos. Quatro deles herdaram a posição porque os titulares deixaram o posto para disputar as eleições presidenciais. Apesar da forte presença das figuras dos vices no estado, para o pleito deste ano, dois dos três principais nomes foram definidos somente nas duas semanas finais do prazo de registro de candidaturas, encerrado em 15 de agosto.
Fernando Haddad (PT) designou Lúcia França (PSB) no dia 5 de agosto. Rodrigo Garcia (PSDB) confirmou Geninho Zuliani (União) no dia anterior — nome que quase sofreu impugnação após ser contestado pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) por contas rejeitadas e por ter sido condenado por improbidade quando era prefeito de Olímpia. O único dos três principais candidatos que já tinha um vice definido previamente era Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Felício Ramuth (PSD), em uma chapa estabelecida desde o início de julho. O deputado federal Vinicius Poit (NOVO) teve a sua candidatura confirmada para o governo do estado de São Paulo no final de julho, tendo como vice Doris Alves (NOVO). Elvis Cezar (PDT) confirmou no dia 4 de agosto que a sua vice seria Gleides Sodré (PDT).
Diante da importância da escolha de nomes para a formação das chapas, a diversidade na identificação da figura dos vices foi interesse de alguns candidatos. "Temos o exemplo da Marina Silva (Rede). O Haddad foi atrás dela, porque seria uma boa vice e ocuparia esse espaço de diversidade por ser preta, mulher e com pautas. Mas ela recusou por suas divergências com PT e também porque preferiu ser candidata à deputada federal", comenta o cientista político e professor da PUC-SP, Eduardo Viveiros. Essa mesma pressão para o fechamento da chapa era colocada sobre o candidato Rodrigo Garcia, antes de definir Geninho para a posição.
O trampolim de governadores
São Paulo é a unidade federativa mais populosa e rica do Brasil. Dessa forma, a disputa pelo cargo de governador deste estado é considerada a segunda mais importante do país, atrás somente da corrida presidencial.
“Você tem um estado que é protagonista no país em uma área que é muito fundamental para o eleitor decidir o voto: a economia”, aponta o cientista político, Henrique Curi. O pesquisador da Unicamp explica que é um processo quase natural os governadores de São Paulo se verem num “protagonismo de abrangência natural para tentar um cargo no maior âmbito.”
O início dessa sequência de substituição de cargos começou em março de 2001, quando Mário Covas precisou se afastar do governo do estado por motivos de saúde. Na ocasião, o vice-governador Geraldo Alckmin assumiu – pela primeira vez – o governo de São Paulo. Alckmin foi reeleito em 2002 e governou até março de 2006, quando deixou o cargo para concorrer à eleição presidencial daquele ano. Seu vice, Cláudio Lembo, assumiu o posto.
Eleito em 2006, José Serra governou São Paulo até abril de 2010, quando o tucano abandonou o cargo para disputar a presidência da República contra Dilma Rousseff — que, em outubro, resultou na vitória da rival petista. Nesse cenário, o estado paulista passou a ser governado por Alberto Goldman.
Alckmin venceu a eleição estadual em 2010 e, pela terceira vez, assumiu o governo de São Paulo – seguido por uma reeleição, em 2014, que consolidou o seu quarto mandato. Em 2018, quando já não podia concorrer à reeleição, decide disputar o cargo à presidência da República – processo que resultou na eleição de Jair Bolsonaro. O vice de Alckmin, Márcio França, completou o mandato até dezembro do mesmo ano.
O caso mais recente aconteceu com João Dória que assumiu o posto de governador de São Paulo em janeiro de 2019. Sua gestão, entretanto, ficou incompleta quando o tucano decidiu abandonar o governo ainda no primeiro mandato para concorrer à presidência da República em abril de 2022 — em uma tentativa frustrada de se lançar com um nome da “terceira via”. Assim, São Paulo passou a ser governado pelo vice, Rodrigo Garcia.

A figura do vice
Historicamente, no Brasil, o vice nasceu em um período em que a comunicação era menos acessível do que nos dias atuais. Hoje, em um contexto de era tecnológica e digital, em que governantes conseguem atuar à distância, o papel desempenhado por esses cargos políticos também se transformou, ganhando outras finalidades.

“O vice faz um aceno ao eleitorado”, pontua Curi. Assim, “chapas puras”, formadas apenas por um partido, limitam a quantidade de votos a um tipo de público somente. A preferência, portanto, é por nomes pertencentes a siglas diferentes na hora de fechar as chapas, em uma tentativa de conquistar mais apoio entre a população ao mostrar que determinada candidatura está mais aberta para além de um partido só.
De acordo com o especialista, o vice será mais importante em candidatos que estão bem definidos no espectro ideológico de polarização. Logo, partidos que não se definem nem à direita ou nem à esquerda não têm tanta necessidade de ter uma figura distinta.
Quando a formação de chapa deixa de ser fundamental para acenar a um eleitorado específico, um vice pode auxiliar na articulação política. “É importante ter um vice que seja habilidoso com outros políticos, que seja uma figura importante na relação que vai se estabelecer com o legislativo, por exemplo”, aponta Curi.
O candidato a vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth se enxerga cumprindo essa função. “O Tarcísio [candidato a governador da chapa] ainda não tem experiência política e eu vou poder ajudá-lo, ao longo do mandato, com a minha experiência”, afirma o ex-prefeito de São José dos Campos ao Contraponto Digital.
Ramuth acredita que existem dois tipos de vice, dependendo da abertura do governo. “Existem muitos vices que acabaram tendo um papel de coadjuvante. Do ponto de vista público, pouca gente sabe quem são os vices, mas internamente ele pode ajudar, dependendo do espaço que vão abrir para sua atuação”, complementa.
Nessa mesma linha de pensamento, Lúcia França, vice de Fernando Haddad, declara ao Contraponto Digital: “Nós dois, um não se elege sem o outro. Na nossa legislação, precisamos dessa união para sermos eleitos, então é claro que os dois têm importância. E eu não pretendo fazer um papel figurativo.”
Vices e inclusão na política
Há também uma demanda do eleitorado por um número maior de membros da comunidade LGBTQIA+ e, principalmente, de mulheres e negros. Apesar da maior parte da população brasileira ser composta, atualmente, por negros (56%) e mulheres (51%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estes grupos seguem sendo pouco representados no meio político.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, para as eleições gerais deste ano, 49% dos candidatos são autodeclarados pretos ou pardos. As mulheres representam 33% do total das candidaturas. Na disputa pelo governo do estado de São Paulo, os cinco primeiros colocados nas pesquisas eleitorais são homens brancos.

A questão da representatividade aparece como fator decisivo na formação de chapas: candidatos buscam vices para contrapor essa identidade. “Nós já tivemos 164 governadores e vice-governadores no estado de São Paulo eleitos ou nomeados. Nunca tivemos uma mulher. Nunca”, destaca Lúcia França.

Portanto, a figura do vice atua também como um fator de legitimidade para a candidatura, cumprindo o papel de representatividade de grupos pouco representados na política. “Essa é uma preocupação atual do eleitorado. Então, hoje, como você faz só uma reunião de cabeças brancas? Como você faz uma chapa só com homens brancos sexagenários héteros? Nos últimos anos, se tornou uma preocupação que essas pautas identitárias sejam colocadas em questão, que exista uma representatividade maior desses grupos”, afirma Curi.
Apesar da importância e da necessidade de construção de candidaturas que sejam plurais, formadas por candidatos representativos, Eduardo Viveiros alerta que esse processo deve ser feito em defesa de pautas relacionadas à diversidade e não somente para criar uma falsa imagem para o eleitor.
“É um fenômeno sociológico, político e cultural da existência de uma preocupação e de uma militância em defesa desses assuntos. Nessa eleição, houve uma atenção na escolha de candidatos para o fechamento de chapa justamente por entenderem que os eleitores estão mais atentos a essa questão”, conclui Viveiros.
Para as eleições de 2022, em São Paulo, o Movimento Brasil Livre lançou novos candidatos, tanto à Assembleia Legislativa, quanto à Câmara Federal. A “nova safra de liberais” possui a missão de tentar recuperar, no âmbito estadual, a força do movimento, que, de 2020 para cá, tem se tornado cada vez mais fraco.
O movimento sofreu uma grande derrota no Poder Legislativo, que foi a cassação do ex-deputado estadual Arthur do Val - também conhecido como Mamãe Falei - (União Brasil) após o vazamento de áudios sexistas durante a sua viagem, supostamente humanitária, à Ucrânia após o início da guerra contra a Rússia.
O ex-parlamentar usou expressões misóginas para se referir à refugiadas ucranianas, e declarou que “elas eram fáceis porque eram pobres”. Além disso, do Val falou sobre uma viagem que um dos líderes do MBL, Renan Santos, fazia anualmente à Europa Oriental para se relacionar com mulheres loiras. A excursão se caracterizaria como turismo sexual.
Mamãe Falei teve seu mandato cassado com 73 votos a favor e nenhum contra.
A crise no MBL
A professora da PUC-SP, e cientista política especialista em estudos eleitorais, Rosemary Segurado, destaca que a pauta da defesa dos valores morais na sociedade sempre foi uma das bandeiras do MBL, e que, portanto, o vazamento dos áudios sexistas de Arthur do Val é um importante fator que ajuda a explicar a sua queda de influência recente, por conotar uma certa hipocrisia.
"O peixe acabou morrendo pela boca. Em 2019, eles organizaram um protesto em uma exposição queer em Porto Alegre e com um discurso muito conservador e preconceituoso, mas aconteceu o que aconteceu com o Arthur do Val. Caíram-se as mascaram e acabaram se enfraquecendo”, afirmou.
Ademais, segundo a professora, a falta de apoio a Arthur do Val durante seu processo de cassação por parte de outros partidos, simboliza um isolamento do MBL ocasionado por uma divisão das direitas após divergências com o atual governo.
A efeito de comparação, o também Deputado Estadual Fernando Cury (União Brasil) teve apoio na Casa após assediar a parlamentar Isa Penna (PC do B). Ele foi punido com a perda do cargo por apenas 119 dias.
“Romperam com o Bolsonaro mas não rompem com os principais princípios defendidos pelo bolsonarismo, então eles ficam sem lugar, pois já tem o bolsonarismo, que é uma parcela consolidada do eleitorado, que não é o caso deles”, completou. O
O MBL ganhou notoriedade ao se destacar durante grandes mobilizações da direita, como as manifestações antipetistas e a ascensão bolsonarista. Portanto, após o impeachment da ex-presidente Dilma e o rompimento com o Governo Bolsonaro depois do começo da pandemia, o movimento começou a se enfraquecer.
Após o divórcio com o bolsonarismo e as gafes de Arthur do Val, o movimento tenta sobreviver na política com novos nomes, mas mantendo o mesmo discurso, e as formas de propagar as ideias.
"Por outro lado, em termos mais eleitorais, eu acho que a estratégia segue a mesma. Muita ênfase nas pautas culturais, no choque com a esquerda, um pouco do sensacionalismo. O que se vê é que essa estratégia, que funcionou para eles antes, ainda segue sendo praticada”, afirma Caio Marcondes especialista em comportamento eleitoral e direita brasileira, e doutorando em Ciência Política pela USP.
Marcondes, no entanto, ressalta que, mesmo após as falas machistas de Arthur do Val, o movimento ainda tem uma base fiel que o apoia:
"Acho que é importante notar que o Arthur do Val não é candidato porque teve o mandato cassado. Mas se ele se lançasse ao legislativo, a chance de ele se eleger era muito alta. Apesar do escândalo que abalou a imagem dele, ele ainda tinha uma imagem muito positiva com uma margem grande de eleitores. Mesmo caso do Gabriel Monteiro do Rio, que consegue mobilizar uma base muito grande de seguidores”.
Quais são as apostas do MBL?
"O cara tá com a camiseta do Lula, bora discutir? Fica com camiseta de bandido aí mano”, questiona Guto Zacarias (União Brasil), candidato para a Assembleia Legislativa de São Paulo e membro do Movimento Brasil Livre (MBL) em um de seus vídeos para sua página no TikTok.
Zacarias é um dos nomes cotados pelo partido para assumir uma das vagas na Assembleia Legislativa. Marcondes explica que a retórica do candidato lembra a de Fernando Holiday (Novo), quando fazia parte do movimento.
"O Guto Zacarias tenta emular um pouco da dinâmica que o Fernando Holiday impunha, ou seja, um candidato negro que se opõe às cotas”, explica.
Holiday anunciou sua saída do MBL em janeiro do ano passado. Em seguida, ele se filiou ao Partido Novo - antes era ligado ao Patriota. Segundo declaração do vereador na época, um dos motivos de sua saída foram algumas divergências quanto à importância das causas LGBTs e da luta contra o aborto para o movimento.
Além de Guto Zacarias, outra aposta do MBL nas eleições à Assembleia Legislativa de São Paulo é Amanda Vettorazzo. Segundo Caio Marcondes, a candidata à Assembleia Legislativa de São Paulo tem grandes chances de se eleger.
"Já vi vídeos da Amanda Vettorazzo tentando polemizar com bolsonaristas, se colocando uma alternativa à direita. O potencial está aí”, afirma Marcondes.
Em contrapartida, Rosemary Segurado não crê o MBL terá tanto sucesso na competição com o Bolsonarismo:
“Eles lançaram três candidatos à Alesp, e eles estão planejando uma campanha com o olho no retrovisor em 2018. Se eles conseguirem eleger um, já está ótimo”.
Segurado afirma ainda que o eleitorado, diferentemente das eleições de 2018, está mais focado em candidatos com experiência na política e presentes no campo progressista, o que pode ser mais um empecilho ao movimento.
A especialista completa ainda afirmando que o MBL perdeu muito espaço após o rompimento com o bolsonarismo, o que tirou muito do seu poder de mobilização.
"As últimas manifestações convocadas pelo MBL foram desprezíveis do ponto de vista numérico, de repercussão. Eles estão voltando pro lugar que eles estariam se não fosse a lavajato, o impeachment da Dilma e a onda bolsonarista. Então eles começam a perder um pouco desse espaço”, ressaltou.
Em entrevista ao ContraPonto Digital, Vettorazzo falou sobre a sua candidatura e sua ambição à uma das 94 cadeiras da Alesp.
"Eu defendo muito o Estado de São Paulo. Nasci e cresci aqui. Tenho o Estado tatuado no meu braço. E eu defendo muito que o orçamento fique aqui em São Paulo, e não vá todo para Brasília. Essa é minha principal luta”
Além disso, a candidata tentou se descolar da imagem de Arthur do Val, apesar de minimizar a fala do colega:
“Eu acredito que [o caso do Arthur] não vá me prejudicar. Isso já passou, ele já pediu desculpa e pagou caro, até demais, pelo que fez. Já pagou pelo áudio que, claro, não é bacana. Eu até repudiei na época, mas não repudio o trabalho que ele faz e que eu tentarei seguir na Alesp, que é a luta contra privilégios”.
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